tem tanta coisa que não importa
saio aqui nesta janela com a pior vista da praça rusvel da qual eu tanto reclamo e penso: não importa
não importa de quem ou para quem
não importa se foi ou se foi inventado
não importa se sou eu ou você.
importa a ardência no nariz
o aperto no peito
o gozo
o quase gozo
umas idas e vindas uns começos e uns fins
a montanha de travesseiros que conseguimos fazer na nossa cama grandona
o som bem equalizado
a vida,
meu querido,
a vida
e todo esse amor que nunca vai embora.
amor não é jogo de azar
isso aqui não é las vegas
e jamais conseguiremos fugir de nós mesmos.
lembra?
ALELUIA
UM POST.
porque primeiro deu pau no meu computador. aí deu pau no computador do meu moço. quando ele arrumou o dito-cujo (male mal), cortaram a internet de casa. quando fizemos um acordo com a net (o mundo é dos nets – faz bastante sentido), deu problema no wordpress e no vírgula. quer dizer. quando arrumaram tudo, em meu computador ocorreu o maior pau de todos os tempos. assim, não vai dar mais. nem o itunes eu consigo abrir. nem o firefox. nem o chrome. não consigo botar uma imagem no fundo. e pensar que um dia usei linux – sob supervisão, mas usei, e olha, era 1998 e não era fácil. vou estar me despedindo dele, no caso. adeus, toshiba satellite. foi bom enquanto você durou. assim que a minha amiga vier de novaiorque trazendo um novo eu serei uma nova mulher – isso se eu conseguir fazer com que a gerente me libere um limite humano no cartão, mas vai saber, ela é uma funcionária púbica e se estiver de mau humorzinho eu estou fudida e vou ter que dar uma mendigada por um computador novo. porque sério, não dá pra trabalhar nesta merda. a letra T é o +. o + é um buraco. a letra L está falhando (talvez você perceba isso ao longo deste curto post). só porque estou cheia de coisas para fazer, vários trabalhos, tenho um livro para terminar… pensei em terminar tentando não usar nenhum L, mas não é uma opção. não dá nem vontade de escrever nesta merda. ah, mencionei que ele voltou a desligar sozinho? pois é. não dá mais. odeio assoprar esta merda.
mas está tudo bem, viu? eu acho. às vezes bate um aperto no peito, mas bate no de todo mundo, né. um medo de estar fazendo tudo errado na vida. deve ser normal. espero que seja.
agora que consigo acessar isso aqui de novo escreverei mais. bem mais. para o meu próprio bem. estava até com constipação intestinal de não poder escrever – não só no blog. sim, eu poderia efetivamente escrever em outros lugares. fui tentar usar minha olivetti nova igual a que meu pai tinha lá por 1982, quando comecei a me aventurar a apertar as letrinhas, mas ainda estou levemente traumatizada da experiência de insanidade que é escrever em uma máquina depois do advento do backspace. e minha mão no caderninho não acompanha a velocidade da minha cabecinha estragada. então eu quero meu computador, damnit. já até escolhi. falta a boa vontade da dona carmen. vai, dona carmen.
dia 13 estarei na bienal do livro do rio de janeiro (de novo no rio, passei uma semana lá e só choveu e eu não consegui ver meus amigos e tive sinusite e etc, espero que faça pelo menos um solzinho para me dar olá). vai ser legal, posto que conhecerei a cora rónai, mediadora da mesa, com quem troco emails há uns trinta e sete anos e amante dos gatos como eu.
depois eu conto dos dez pontos que deveria ter levado no calcanhar após o ataque de um cinzeiro suicida. e mais um monte de coisas. tipo… não, isso é melhor não contar. inveja faz muito mal para o fígado.
mas vou liberar aquela versãozinha de summertime. me contradisse? pois bem, me contradisse. aí está ela.
e agora eu vou dormir que amanhã tem feira.
abracinho e saudade,
cepontinho®
4.ago.2009
you’re still goin’ strong, diz o wordpress na frasezinha do dia. melhor do que o orkut que um dia me disse: “a felicidade está no seu horizonte”. não conheço ninguém que tenha chegado no horizonte. é como achar um pote de ouro na beira do arco-íris.
qualquer hora dessas minhas insônias voltam a ser produtivas. enquanto isso, comento que dei uma entrevista ao programa do professor pasquale e que cortaram todas as partes em que apareci fumando e que ele chamou textos de blog de “ultracoloquiais”. ora, meu senhor, posso apontar uma série de livros ultracoloquiais. são os meus preferidos, diga-se de passagem. mas valeu só pelo trecho da elza soares postado no dia do meu aniversário, cantando nervos de aço com lágrimas nos olhos.
a equipe clarah averbuck sabe que o vida de gato é um livro raro de ser encontrado nas livrarias. e em qualquer outro lugar. mas isso agora vai acabar. você pode encontrar alguns exemplares na belíssima loja do simpaticíssimo marcos, a calligraphia, que fica na rua avanhandava. o número eu não consegui achar, você vai me perdoar, mas com este mapinha aqui você acha fácil. a loja é sensacional, cheia de coisas incríveis que me fizeram salivar no chão do marcos enquanto billie holiday se rasgava no telão. cuidado para não esquecer de comprar o livro, ok? afinal, tem tanta coisa incrível por lá que eu mesma quase esqueci de deixar o livro à venda. tem um chapéu que… ai. e tem aquele piano que… aiai. sabe? bom, o livro está lá.
que, lembrando, é o:
a ser adquirido na calligraphia, aquela ali na frente do chafariz:
e aqui tem uma fotinho da loja para estimular as papilas gustativas:
amanhã minha princesa chega de porto alegre e a vida volta a ser em família. feliz, feliz. life can be good if you let it. and it can suck your bones out if you let it too.