… vÃdeos veremos.
summertime, abrindo o show
kinda blue, segunda música que a gente fez – e do show
sono.
muito sono.
maldita seja a mulher da perua que não veio buscar a catarina. agora o reginaldo vai levá-la de ônibus porque eu não consigo – tudo dói.
não tinha bolo de milho.
quero meu dinheiro.
a maria quer o dinheiro dela.
preciso pagar a luz.
bom dia, brasil.
estou exausta.
só posso dizer que à s duas da tarde eu jazia chorando no chão da rodoviária e que achei que não ia mais ter show, que minha banda estava lá em vão, que o mundo é um lugar horrÃvel onde dá tudo errado e essas coisas que a gente pensa nesses momentos agradáveis. mas conseguimos pegar o ônibus e chegar direto para a passagem de som porque o motorista demorou umas OITO HORAS para chegar até o rio de janeiro. turismo. e eu desenvolvendo uma úlcera. mas deu. passamos o som, o show foi DO CARALHO e… fomos embora. quer dizer. a pessoa chega, vai pro estabelecimento, passa o som, toca e vai embora.
é que eu não estou acostumada ainda.
mas já vou me acostumando.
fotos em breve. não queria dizer nada sem fotos, mas os fotógrafos ainda não me liberararam.
tá, vou usar uma do show que não aconteceu, ou melhor, da passagem de som do show que não aconteceu, no dia em que acabou a luz do mundo. só pra exibir os talentos fotográficos da cris lustosa.
então. mais fotos e detalhes depois. porque agora é cama que amanhã a catarina tem natação e eu preciso comprar um bolo de milho para a festa de thanksgivin antes das nove da manhã. happy happy joy joy.
boa noite e boa sorte,
c.
sobre vitória: tem gente que falou muito melhor do que eu por aÃ, além de ter um blog sensacional com uma jukebox de primeira. e um filho do caralho.
texto 01 – sobre a palestra
texto 02 – sobre nossa participação do clube da boa música, programa de rádio sensacional supracitado
texto 03 – desfecho (será?)
o que posso dizer?
ah. essa era a vista do nosso quarto. deslumbre pra quem mora na rusvel.

visitei minha avó que não via fazia 14 anos. meu avô morreu há um mês e ela está definhando. meu tio é um bipolar mal medicado neurótico. saà de lá com o peso do mundo nas costas. meu avô morreu sem conhecer a bisneta. a casa tem fotos minhas em todas as idades. menos adulta. quando sumi. mas vou deixar minha culpa para meu psiquiatra. obrigada.
são cinco e meia da manhã. hoje eu vou para vitória com o meu marido. amanhã dou uma palestra no rede cultura jovem – o espÃrito de um tempo. michel melamed, negra li e vários outros também serão palestrantes. o evento começa na terça. hoje sendo segunda à s 5:38 da manhã e amanhã sendo terça. acordei agora por causa de um sonho bizarrÃssimo. não sei se foi o azeite de dendê. porque eu cozinho pra cacete, não sei se alguém consegue imaginar isso. nem meu marido imaginava. aliás, meu post seguinte seria sobre nossa ida ao rio de janeiro. acho que pode-se dizer algumas coisas.
1. eu odeio ar condicionado;
2. teve isso:
3. teve isso, objetivo 01:
4, finalmente, teria isso
e isso
são fotos da passagem de som do projeto gloss.
mas acabou a luz do brazil e não houve show. haverá, porém, dia 24. cinemathéque. depois eu falo disso. isso foi o rio.
mas o que me fez levantar agora, à s já quase seis da manhã, foi o sonho bizarro que eu tive. era uma festa. alex antunes tinha escrito uma matéria faltando umas letras (parecia uma nova grafia, tipo essa coisa que não aceito de não usar acentos) sobre minha pessoa. envolvia os porcas borboletas (pra quem não sabe, a letra de menos é minha.) acho engraçado quem fala que é a melhor coisa que fiz na vida sem nunca ter lido outra coisa. rarar. ah, os pequenos preconceitos. você pode escutar aqui. tinha uma festa de lançamento da revista em um lugar longe e sujo. tipo um sÃtio meio abandonado com uma gente nada a ver. entre as pessoas a ver lembro de mateus potumati, pedro potumati, alex antunes, emerson gasperin, fábio bianchini, paulo terron e talvez mais alguém. não tinha nenhuma mulher. a matéria era muito estranha. era sobre como eu não era uma jornalista (tentei ser aos 20 poucos anos e vi que não) e era uma artista peculiar. falava sobre minha banda. nosso disco tinha sido lançado. falava muito bem. tinha declarações minhas tentando explicar que eu não era nada do que imaginavam, que cuidava da minha filha, cozinhava, escrevia, compunha, vivia, acordava de manhã, à s vezes acordava à tarde, não era uma junkie e acreditava no bem. tentando explicar que minha insanidade temporária recente me fez mais forte e que TUDO TINHA MUDADO. aqui, na vida, as coisa não tinham mudado ainda. estava frágil. quando acordei – TUDO TINHA MUDADO. as coisas faziam mais sentido. eu era eu de novo, forte e pronta. tanto que levantei nesse horário indecente e vim escrever. a casa da festa fedia a merda. a viagem tinha sido longa e eu queria tomar banho. não dava. todos os banheiros eram grosseiramente sujos. todo mundo me olhava. me sentia também grosseiramente suja. meu cabelo estava embaraçado, eu estava suadae com maquiagem borrada e mal-vestida (eu!), o lugar suava e as pessoas olhavam a revista e me encaravam. o lugar, repito, fedia a merda. tive uma breve conversa com os jornalistas presentes no lugar (segurando copos de plástico com cerveja quente) sobre como uma certa matéria mudou minha vida e me fez ver que não quero ser uma jornalista-artista que fala sobre outros artistas, como alguns fazem tão bem. não é a minha praia e é um dos textos mais cagados da minha vida, sendo que desde os treze anos eu queria fazer uma capa da bizz. bom, fiz. isso não me impede de escrever toda a sorte de matéria em toda sorte de revista. mas não aquilo. uma hora eu explico. já me expliquei pra quem devia e hoje ela faz parte da sisterhood do meu coração – isso não enche uma mão e meia. a casa fedia, repito. era no meio do mato, tinha chovido, o capim estava alto, os mosquitos me atacavam (isso foi realmente muito realista) e eu acordei na minha cama naquele horário supracitado. beijei o reginaldo, declarei amor e disse que ele mudou minha vida acabando com ela. isso antes, claro. amanheceu com cheiro de chuva, não preciso regar minhas plantas (eu também tenho plantas, milhares delas, sou louca por plantas e flores e cuido como se fossem filhinhas) e voltarei para cama agora, à s seis e trinta e oito da manhã, pois meu despertador tocará à s nove, todo mundo acordará – meu pai e minha filha estão aqui e então farei as malas e me dirigirei ao espÃrito santo, onde palestrarei e verei minha avozinha de 80 anos que acaba de perder meu avô após 53 anos de casamento. não vou até lá desde 1996. me sinto bem. esse sonho pode não ter feito diferença alguma para você. mas foi libertador para mim. senão não estava aqui na sala à s 6:39 da manhã escrevendo.
vejo vocês em vitória,
ou na volta.
postarei algumas músicas ao vivo no zozô em breve. até gravarmos nosso disco decentemente as gravações se chamarão demos. mas assim: demos no quartinho (já existem), demos no zozô (ao vivo com as músicas devidamente arranjadas e todos os membros) e demos no joão, que gravaremos na volta.
me sinto bem. me sinto eu de novo e isso não tem preço.
um beijo e bom dia a todos.
ou melhor: clarah & the oneyedcats. ou clarah averbuck & the oneyedcats. enfim, a banda em que eu canto, certo?
DEPOIS:
PROJETO GLOSS.
pra quem ouviu algumas músicas a dois gravadas no quartinho aqui de casa (da nossa “demos no quartinho”, disponibilizada no myspace e no oi novo som) pode dar olá para f. tristessa, nosso homem do piano/rhodes & synths e para o j. anzol, nosso outro homem – da bateria.
então é assim:
os shows serão belos. o do zozô será inteiramente nosso por uma hora. o do projeto gloss será apenas meia horinha. apareçam nos dois. e votem em nós. não vai estar lá? não importa. confie em mim, amigo. mande sms para… peraÃ. deixa eu ver exatamente o que tem que fazer.
“Vote na sua cantora favorita!
Basta enviar uma mensagem de texto com a palavra promo e o nome da banda escolhida para 939
A mais votada fará um show ao vivo nos estudios da Oi Novo Som.”
clarah & the oneyedcats, tá? a banda aquela em que eu canto.
faz uns dois anos que os agora conhecidos como sr. e sra. lincoln passaram por um certo hostel no rio de janeiro e que começou a rolar esse negócio todo de música e amor. quer dizer, eu estava lá, ele estava lá, eu mostrei minha antiga banda, uns jazz, ele escutou de olhos fechados jogado na cama e, quase amanhecendo, fomos cada um para seu respectivo quarto. eu deixei a porta destrancada. ele não conseguiu dormir pensando “vou bater lá. não, não vou. vou. não vou”. não foi. só muito tempo depois as coisas aconteceram. primeiro musicalmente, depois… bem, depois nós casamos – depois de muita, muita turbulência e dois anos que parecem dez. chega de turbulência. agora é paz, amor, música, amorzinho, comida e cama. pois bem, ficaremos no mesmo quarto que ficou esperando destrancado. mas desta vez a porta estará bem trancadinha.
um abracinho feliz de verdade,
c. – salto e protetor solar hum milhão.
















